Segunda Sem Carne

novembro 13, 2013

O vegetarianismo há muito vem sendo um tema polêmico, sendo apoiado e repudiado quase que na mesma intensidade. Não entrarei em questões explicativas, até porque quem realmente se interessa provavelmente já sabe como funciona, já possui suas próprias razões para adotar essa dieta e o intuito do post não é de informá-los profundamente quanto ao vegetarianismo em si.

Não é de hoje que sonho em me tornar vegetariana, mas por morar com meus pais, acho injusto fazer com que comprem alimentos além do que já lhes é comum apenas para que eu mude minha alimentação, seria um ato um tanto egoísta. Mesmo assim, a vontade nunca cessou. Após muito tempo de procura, encontrei uma campanha um tanto diferente, porém usual, coordenado pela Sociedade Vegetariana Brasileira. Seu nome é Segunda Sem Carne.



O projeto se baseia na conscientização das pessoas ante os impactos ambientais, econômicos, na saúde e na vida dos animais causados pelo consumo de carne na alimentação. Presente em vários países como Estados Unidos e Inglaterra, sendo até mesmo apoiado pelo ex-Beatle Paul McCartney e outros importantes nomes internacionais, o projeto vem crescendo cada vez mais. 

"Por que segunda sem carne?
 principal razão por trás desta sugestão é que nós, brasileiros, frequentemente consumimos carnes em quantidade ainda maior durante o fim de semana. Na segunda-feira normalmente as pessoas, por esse motivo, estão mais propensas a comer coisas leves. Pesquisas indicam que os restaurantes vegetarianos recebem mais clientes às segundas-feiras. Segunda-feira é também um dia de se iniciar coisas novas, como deixar de fumar ou começar um regime.

Então, segunda-feira bem pode ser o dia para se tirar a carne do cardápio e com isso gozar de mais saúde, gerar um impacto menor ao meio ambiente e refletir sobre a maneira como os animais são criados e abatidos para gerar comida. Levando isso em conta, por que não passar a segunda-feira sem consumir carnes?

Há vários motivos pelos quais opta-se por não consumir carnes (bovina, suína, de aves, de peixes e outras).* Veja abaixo alguns deles:

Pelas pessoas
Uma alimentação centrada em vegetais favorece a prevenção de doenças crônicas e degenerativas como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, obesidade, diversos tipos de câncer e diabetes. Por apresentar tantos benefícios, dietas sem carne são estimuladas pela Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, bem como por renomadas instituições como o American Institute for Cancer Research, American Heart Association, FDA (Food and Drug Administration), Universidade de Loma Linda, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e Clínica Mayo.

Pelos animais
Atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo, com a justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, o reino vegetal é plenamente capaz de encher nossos pratos. Uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie. Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais. Considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos outras alternativas saudáveis e menos impactantes para nos alimentar.

Pela sociedade
Grande parte dos grãos produzidos mundialmente vai para a alimentação de animais, incluindo 60% do milho e da cevada e até 97% do farelo de soja. E a maioria destes produtos animais é consumida pelos povos mais ricos. Em um planeta com um bilhão de pessoas passando fome, as carnes apresentam-se como uma fonte de alimentos extremamente ineficiente, demandando recursos escassos como água e terras agriculturáveis – que poderiam ser usados para alimentação humana direta.

Pelo planeta
Já há quase 7 bilhões de pessoas na Terra e, para produzir carne para esta população, é preciso criar bilhões de animais que consomem água, comida e recursos energéticos, demandam espaço, produzem grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam erosão e geram poluição atmosférica. A criação de animais para abate é uma forma ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 15 kg de proteína vegetal (milho, soja e outros)."


Algumas das informações acima foram retiradas diretamente do site da campanha. Gostou do projeto? Entre no site e conheça várias receitas das mais simples às mais difíceis, além de conhecer ainda melhor o projeto. Abrace essa causa!
Quer conhecer aqui um pouco do mundo vegetariano? Entre em contato comigo. Dependendo do número de emails recebidos, farei um post explicativo aqui.





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