Quando bate aquela saudade

agosto 15, 2016

Não, esse post não é sobre a música do Rubel. É sobre a saudade que esta intrinsecamente ligada a nós e que provém de nós. A saudade de simplesmente ser.

Foto: Reprodução/Tumblr
Quantas vezes você já parou para pensar na infância? Aquele tempo onde tudo era fácil, lindo. Quando o universo era fantástico e cabia nas nossas mãos.

Naquele tempo, só de ser divertido, o dia já estaria completo. Éramos inocentes, alegres e não nos decepcionávamos tão facilmente - ou não éramos facilmente decepcionáveis. Éramos pequenos com a força de um leão e questionadores como Einstein um dia foi. Quem me dera se fôssemos assim depois de crescidos.

Depois de crescidos, a mundanidade começa a afetar. As pessoas começam a nos decepcionar. O dia só é bom, se produtivo e ficamos cada vez mais fracos. Não sei se exigimos demais de nós mesmos ou se o demais é exigido a nós, mas o fato é que tudo se torna mais frio, difícil e muitas vezes, nos tornamos vazios.

Quem acorda todos os dias com aquela sensação de que falta algo vai me entender. Eu sei do potencial que tenho ou que um dia já tive mas é como se diariamente as minhas forças se esgotassem e eu preferisse deixar as marés da preguiça e da decepção me guiarem para onde quiserem. O problema disso, é que essas marés se juntam, formam uma onda imensa e quanto mais nos deixarmos levar, mais chances de se tornar uma tsunami. A saudade do ser se dá pelo que um dia já fui e por achar que nunca mais virei a sê-lo.

Mas, quem inventou essa saudade, esqueceu-se de que seu real nome é medo. Medo de prosseguir, medo de não conseguir. E de que adianta ter esse medo se sequer consegue tentar? Devemos nos lembrar que nossas realizações dependem de nós mesmos.

Que a comida não fica pronta se não a prepararmos, que o texto não se escreve sozinho e que uma prova não será bem feita se não estudarmos para ela. Quando a gente cresce, o que muda é que não temos mais ninguém ali por nós; tudo depende de nós. Então, se for pra acordar com essa saudade de tempos que não voltarão, prefiro usá-la  para construir novos tempos e deixar a minha marca no mundo.




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