3%: primeiras impressões

dezembro 01, 2016

Foto: Reprodução/Capricho
3% é uma série puramente brasileira e produzida pela Netflix. Estreou há pouco, no dia 25 de Novembro e tem sido alvo de muitos elogios, mas também de muitas críticas. Sua ideia principal, mesmo que, ao meu ver, possua algumas sérias falhas, é surpreendentemente fascinante. A história se passa em um mundo distópico no qual todo ano, jovens com 20 anos de idade participam pelo chamado Processo, no qual são submetidos a uma série de testes e apenas os 3% restantes mostram-se dignos da tão almejada vida perfeita em um local denominado Maralto.

A atuação da maioria - para não dizer todos - deixa a desejar. Enquanto esperamos que uma evolução aconteça pelo desenvolver da trama, nossas expectativas são quebradas quando vemos o quão pouco acontece. Notei um pouco de exagero em alguns momentos e da falta de envolvimento em outros.

O ambiente foi outro ponto decepcionante. Por fora do Continente, a animação em 3D ficou mais parecida com um cenário de The Sims do que com um ambiente real, o qual era a intenção. Quando as filmagens mostram a região do Continente, tudo bem, mas quando entram na área do Processo, sinto como se a proposta de um local completamente tecnológico e à frente do nosso tempo tenha ficado apenas na teoria, visto que, os objetos não condizem com a a realidade apresentada: oras tecnológico demais, oras como nos dias atuais, e isso nos deixa um tanto quanto confusos.

Outro detalhe que me confundiu bastante foi a imagem do líder Ezequiel e de todos os outros funcionários do Processo. O sonhado Maralto mais me pareceu um retiro religioso do que de fato uma colônia avançada econômica, tecnológica e socialmente. 

Deixando de lado a má formação dos ambientes, dos personagens e suas respectivas personalidades e dos acontecimentos que contemplam a série, vamos falar do que realmente importa: a mensagem. A discussão que essa série tenta criar é extraordinária e poderia sim ser mais bem explorada - fica a dica para a próxima temporada, caso tenha -, na qual a sociedade e a humanidade são colocadas em jogo. Funciona assim: formações de grupos extremistas, abuso de poder, cada um é levado ao seu limite e aí vemos um pouco do que o ser humano é capaz, há também a desigualdade social e outras coisas mais que apenas quem assistir saberá.

Sei que só falei mal da série, mas foi por uma boa causa. Resumo da ópera: a ideia da série é ótima, mas precisa melhorar urgentemente. No mais, ela cumpre bem o seu papel de série e é uma excelente distração. Me prendeu tanto que vi tudo hoje! Um tanto paradoxal, não é? E você, já viu? O que achou? Por mais que tenha deixado a desejar, essa nossa brasileirinha tem um potencial e tanto de crescer!

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