The OA: primeiras impressões

dezembro 19, 2016

The OA Netflix
Foto: Reprodução/Netflix
The OA é uma série que acaba de estrear na Netflix e trás uma proposta diferente do convencional, unindo o científico com o espiritual.

A história se passa nos dias atuais, com pessoas normais, figurinos cotidianos, nada demais ou viajado, do ponto de vista estrutural. De acordo com a sinopse, Prairie Johnson é uma garotinha cega que desaparece. Sete anos depois, ela retorna, com a visão perfeita. A jovem (Brit Marling) tenta explicar aos pais o que aconteceu durante a sua ausência. Para a surpresa de todos, ela diz que nunca realmente se foi, mas estava em outro plano da existência... Num lugar invisível. E, apesar de descordar um pouco, vi algumas comparações com Black Mirror e Stranger Things. 

Selecionei alguns dos pontos que me atraíram na série.


The OA: personagens

Independente da história real ou da que OA contava no decorrer da trama, uma coisa era certa: a série mostra 5 personagens que, apesar de viverem vidas totalmente diferentes, possuem alguma ligação, algum propósito a ser realizado em conjunto. O que os une, para o grupo da história, são suas vivências com a Experiência de Quase Morte, já se tratando dos que ouviam a história, o que os une é o fato de se sentirem deslocados no meio em que vivem. Este, por sua vez, é decorrente dos dias atuais. Quantas vezes já não nos aproximamos de outras pessoas por encontrarmos algo em comum que não encontramos com os demais com os quais vivemos? 

Essa proximidade que a série coloca com a nossa própria realidade, é a chave da atração do telespectador. Ela faz com que o impossível, pareça possível aos nossos olhos.


Efeitos especiais

Claro que há efeitos especiais, mas em momentos ditos como transcendentais e mesmo assim, não há exageros. Esses efeitos só são utilizados na hora de diferenciar uma dimensão da outra. Ao se tratar da nossa realidade, volto a ressaltar o que falei anteriormente: a ausência de efeitos excessivos como nos momentos de cura e ressurreição são essenciais para que nos sintamos mais próximos e à mercê da possibilidade apresentada pela série, que é o fator essencial para atrair a nossa atenção.


Teoria da série

Não sou nenhum pouco religiosa, ainda mais de conceitos advindos do cristianismo, espiritismo e até mesmo agnosticismo, mas achei incrível a proposta da série de unir o místico ao científico, como se ambas as partes se completassem e contemplassem uma à outra.
  • Você parou para pensar - independente de qual ponto de vista - que é possível que existam vários universos, várias realidades paralelas à nossa volta? 
  • Você seria capaz de se sacrificar para algo maior?
  • Você seria capaz de sair da sua própria prisão mental? Aquela que você mesmo cria todos os dias ao se limitar?
  • Você acreditaria em um estranho ao ponto de deixar que o que ele diz mude a sua vida, sem nem mesmo questionar?
  • Você sabe do que realmente é capaz ou do que acha que  é capaz?
  • Até onde você iria pelo que acredita?
  • Essa é mesmo a nossa realidade? Ela é feita ou nós quem a fazemos?
Esses foram alguns dos questionamentos de apertar o estômago que a série me trouxe, e a você, quais foram?


De modo geral, o seriado me agradou bastante, visto que assisti tudo de uma vez só! Não é nem de longe a minha favorita, mas é aquela série perfeita para nos fazer passar o tempo e refletir sobre tudo que está à nossa volta. Não me adentrei a mais detalhes pois poderia trazer algum spoiler e como a série é nova, isso não seria legal, mas espero que tenham gostado.



Follow my blog with Bloglovin

0 Comentários:

Postar um comentário

Diga-nos o que achou do post.